A União Europeia quer eliminar o uso de tecnologia chinesa para aumentar sua segurança digital, mas isso pode custar mais de US$ 400 bilhões até 2030, segundo a Câmara de Comércio da China na UE.

O levantamento feito pela KPMG mostra que a UE terá que substituir equipamentos em 18 setores, incluindo energia e telecomunicações, o que deve causar perdas financeiras e atrasos na digitalização do bloco.

A Alemanha será a mais impactada, com quase metade do custo total, cerca de 170,8 bilhões de euros. França, Itália, Espanha, Polônia e Países Baixos também terão prejuízos acima de 10 bilhões de euros cada.

Huawei, uma das principais empresas afetadas, criticou a decisão, enquanto o governo chinês já ameaçou retaliar com medidas contra a UE.

O processo legislativo para formalizar as novas regras ainda está no início, e a Comissão Europeia também recomendou limitar investimentos em energia vindos de fornecedores considerados de alto risco para evitar possíveis desligamentos remotos das redes elétricas.

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