Empresas brasileiras de café solúvel, mel e pescados estão em Washington para tentar barrar as novas tarifas propostas pelos Estados Unidos. A audiência pública ocorre nesta segunda-feira (6) e busca evitar a aplicação de taxas que podem chegar a 37,5% sobre esses produtos.

As tarifas foram anunciadas no início de junho por Donald Trump, que quer pressionar o Brasil por questões como desmatamento, pirataria e combate ao trabalho forçado. Apesar de uma lista de exceções, o café solúvel, o mel e os pescados ficaram de fora das isenções, o que preocupa os setores exportadores.

No caso do mel, o Brasil é o principal fornecedor para os EUA, respondendo por cerca de 83% do mel orgânico importado e 75% do mel convencional. Representantes alertam que a produção americana não consegue suprir a demanda interna, o que pode levar à alta dos preços e até à falta do produto nas prateleiras.

O café solúvel brasileiro, que representa 37% das importações americanas, também está sob ameaça. O setor destaca que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel consumido e que a tarifa pode aumentar os preços e afetar empregos ligados à embalagem e distribuição do produto no país.

Para os pescados, a taxa pode atingir 37,5%. O Brasil é visto como fornecedor estratégico, principalmente de tilápia, ajudando os EUA a reduzir a dependência da China. O setor reforça que a produção brasileira segue normas internacionais e é majoritariamente artesanal, com baixo impacto ambiental.

Os representantes brasileiros e americanos envolvidos na defesa desses setores apostam na negociação para evitar o impacto das tarifas, que poderiam elevar os custos ao consumidor americano e prejudicar empregos nos dois países.

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