O Ministério do Comércio da China reagiu duramente à decisão dos Estados Unidos de banir o uso do sistema de inteligência artificial DeepSeek, desenvolvido na China, em órgãos federais americanos. A medida, anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), determina a remoção imediata do DeepSeek e de serviços relacionados das agências civis do governo.
O DHS justificou a proibição alegando que o DeepSeek representa uma ameaça à segurança, com risco de transferência de dados sigilosos para a China. Por isso, também proibiu novas aquisições do modelo ou serviços que o utilizem.
Em resposta, a China declarou estar “profundamente insatisfeita” e pediu que os EUA retirem as restrições, lembrando acordos firmados entre as lideranças dos dois países. O ministério chinês afirmou que acompanhará a situação e tomará medidas para proteger seus interesses.
Além disso, Pequim criticou outra ação recente dos EUA: as sanções contra cinco empresas chinesas acusadas de roubo de segredos comerciais ligados à inteligência artificial. Entre elas está a Shanghai Zhisuan Technology, fundada por um ex-engenheiro do Google condenado por espionagem, mas com parte da sentença anulada.
O governo chinês classificou as acusações como exageradas e uma tentativa de difamar suas empresas. A tensão entre os dois países cresce em meio à disputa pelo avanço tecnológico no setor de IA.
