O Senado encerrou nesta terça-feira (14) os trabalhos da CPI do Crime Organizado, que investigou o avanço das facções criminosas e milícias no país. O relatório final, apresentado pelo presidente da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), causou polêmica ao propor o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República.
O documento indicava Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o PGR Paulo Gonet, mas recebeu duras críticas e foi rejeitado pela maioria dos integrantes da comissão. A rejeição marcou mais um capítulo na crescente tensão entre o Congresso e o STF.
Após a votação, Gilmar Mendes manifestou intenção de tomar medidas contra Alessandro Vieira, enquanto aliados na corte discutem possíveis ações de inelegibilidade contra o senador. Vieira, por sua vez, acusou o Palácio do Planalto de interferência direta para derrubar seu parecer.
O debate sobre o relatório e suas consequências movimenta o cenário político em Brasília, com reações que envolvem tanto o Legislativo quanto o Judiciário. A CPI, que começou em novembro de 2025, terminou sem avançar significativamente na investigação do crime organizado, mas elevou o conflito entre os poderes.
O episódio também foi tema do podcast “O Assunto”, que contou com a análise do comentarista Valdo Cruz, destacando as repercussões políticas do relatório e a rejeição da comissão.
