Quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002, a tecnologia era bem diferente do que temos hoje. A internet era lenta, com conexão discada que mal chegava a 56 kbps, e a navegação era feita com cuidado para não gastar muito, já que a cobrança era por tempo e horário.
Os computadores usavam monitores de tubo, com telas grossas e resolução baixa. O Windows XP, lançado em 2001, era o sistema mais avançado, conhecido pelo seu papel de parede com um gramado verde e céu azul. Naquele tempo, 512 MB de memória RAM e 30 GB de armazenamento já eram considerados bons, algo que hoje qualquer celular básico supera.
As redes sociais nem existiam. A comunicação online era feita por programas como ICQ e mIRC, além de e-mails com correntes. O ICQ chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001, mas logo perdeu espaço para o MSN Messenger, que já vinha instalado em muitos computadores com Windows.
Nos celulares, o líder era o Nokia 3310, apelidado de “tijolão” pela resistência. Com tela monocromática e jogos simples como a cobrinha, o aparelho tinha apenas 1 KB de armazenamento, um contraste enorme com os smartphones atuais que possuem centenas de gigabytes.
Para ouvir música, não havia lojas digitais como a iTunes Store. As pessoas copiavam CDs ou usavam programas de compartilhamento como Kazaa e ouviam as faixas em discman. O iPod já existia, mas era caro e pouco acessível no Brasil.
Hoje, com internet rápida, aplicativos modernos e smartphones potentes, a experiência de acompanhar uma Copa mudou completamente. A Seleção Brasileira enfrenta o Marrocos neste sábado (13) na busca pelo hexa, e a tecnologia permite acompanhar tudo em tempo real e com alta qualidade.
