O documentário “Nem tudo é paz e amor”, dirigido por Betão Aguiar, expõe as experiências dos filhos de nomes icônicos da música brasileira dos anos 60 e 70. Com entrevistas inéditas, o filme traz relatos de pessoas como Moreno Veloso, Beto Lee e Sarah Sheeva, que cresceram em lares marcados pela contracultura e liberdade.
Ao contrário do que muitos pensam, o filme não foca nos privilégios de ser filho de artistas famosos, mas sim nos conflitos e aprendizados de viver em ambientes onde temas como sexo e drogas eram discutidos abertamente. A ausência de regras rígidas trouxe tanto momentos de desconforto quanto orgulho.
Sarah Sheeva, filha de Baby do Brasil, destaca o impacto do nome diferente que recebeu na infância, que gerou bullying e problemas psicológicos. Já Moreno Veloso comenta de forma leve a estranheza que seus pais sentiram por sua orientação sexual.
Imagens de arquivo dos Novos Baianos ilustram o contexto de uma geração que buscava romper com padrões sociais tradicionais. O documentário, com 88 minutos, estreia no festival In-Edit Brasil e deve chegar ao circuito comercial ainda este ano.
Ao final, o filme mostra que, apesar das dificuldades, a relação entre pais e filhos acabou se fortalecendo, com um entendimento maior sobre as dores e as vantagens de uma criação mais livre e menos convencional.
