Com as convenções partidárias começando em 20 de julho, os principais candidatos à Presidência do Brasil intensificam negociações para definir seus vices. O objetivo é claro: escolher nomes que minimizem rejeições e ampliem o alcance da campanha.

Em 2022, Lula surpreendeu ao convidar Geraldo Alckmin, antigo adversário, para vice, buscando atrair o eleitorado do centro. Agora, o ex-presidente confirma a manutenção da chapa. Alckmin é valorizado por aliados por sua discrição, lealdade e experiência em negociações econômicas.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro quer uma mulher como vice para conquistar o voto feminino e reforçar alianças com partidos do Centrão. Entre os nomes cotados estão Simone Marquetto, Clarissa Tércio e Tereza Cristina, todas com perfis que podem atrair diferentes grupos, como católicos, evangélicos e o setor do agronegócio.

Romeu Zema, do Novo, planeja anunciar seu vice nos próximos dias. O nome mais avançado é Geraldo Rufino, do Podemos, que pode agregar diversidade e garantir tempo de TV, já que o Novo é um partido pequeno.

Ronaldo Caiado, do PSD, ainda não definiu o vice e deve esperar as convenções para decidir. A recente polêmica envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio pode ter travado movimentações na direita, e a prioridade é garantir tempo de TV para se fortalecer.

Renan Santos, do Missão, também mantém a definição do vice para o período das convenções, com possibilidade de escolha interna ou acordo com outra sigla.

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