Idosos que combinam passeios na natureza com atividades sociais têm mais sensação de propósito e melhor saúde mental. Um estudo feito por universidades dos EUA e Taiwan revelou que a união desses dois fatores é essencial para o bem-estar após os 65 anos.

No Japão, essa prática é chamada de shinrin-yoku, ou banho de floresta, que envolve usar todos os sentidos para aproveitar o ambiente natural, sem esforço físico intenso. Mesmo quem não mora perto de florestas pode aproveitar parques, praias e áreas arborizadas para se conectar com a natureza.

Os pesquisadores entrevistaram idosos que frequentavam uma reserva ambiental em Taiwan pelo menos uma vez por semana. Eles perceberam que aqueles que compartilhavam essas experiências com amigos ou familiares sentiam suas vidas mais cheias de significado.

John Dattilo, professor da Penn State, destaca a importância de políticas públicas que facilitem o acesso dos idosos a esses espaços, oferecendo transporte e oportunidades para socializar. Ele ressalta que, apesar de outras atividades comuns entre os idosos asiáticos, como dança e karaokê, estarem associadas a benefícios, nada supera o contato com a natureza.

Outra pesquisa com 28 mil idosos chineses reforça o poder da socialização para a longevidade. O estudo mostrou que quem participa de atividades em grupo regularmente tem taxas de mortalidade muito menores do que quem vive isolado.

Esses dados indicam que incentivar o convívio social e o contato com ambientes naturais pode ser um caminho eficaz para melhorar a qualidade de vida e a saúde dos idosos.

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