Elon Musk declarou em julgamento nesta terça-feira (28) que foi o idealizador da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, e que nunca teve intenção de lucrar com o projeto. A ação judicial, aberta por Musk em 2024, acusa a OpenAI de abandonar seu compromisso original de atuar como organização sem fins lucrativos.
Segundo Musk, ele criou a ideia, escolheu os principais integrantes, repassou seu conhecimento e forneceu o financiamento inicial. “Foi feita para ser uma instituição de caridade, sem beneficiar pessoas individualmente. Eu poderia ter criado uma empresa lucrativa, mas optei por não fazer isso”, afirmou.
O bilionário pede US$ 150 bilhões em indenizações da OpenAI e da Microsoft, além da volta da empresa ao modelo sem fins lucrativos e a saída dos executivos Sam Altman e Greg Brockman. Musk também acusa os líderes de transformarem a OpenAI em uma “máquina de riqueza” e de usarem seu nome e investimento para atrair investidores sem seu consentimento.
Do outro lado, os advogados da OpenAI afirmam que Musk busca controle e quer prejudicar uma concorrente, sua própria empresa de IA, a xAI, lançada em 2023. A Microsoft nega qualquer conluio e diz que só investiu após a saída de Musk do conselho da OpenAI.
Documentos revelados no processo mostram a origem da OpenAI em um laboratório improvisado e a evolução da empresa de iniciativa filantrópica para uma das maiores do setor, avaliada em mais de US$ 850 bilhões. O julgamento ocorre enquanto a OpenAI se prepara para uma possível abertura de capital avaliada em US$ 1 trilhão.
