Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que dificultam o comércio entre os dois países. Como resposta, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) sugeriu a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

Entre as críticas estão o favorecimento do sistema PIX pelo Banco Central, o desmatamento ilegal, problemas na proteção da propriedade intelectual e falhas no combate à corrupção. O USTR também questiona decisões judiciais brasileiras que afetam empresas americanas de redes sociais.

Apesar da proposta de tarifa, alguns produtos ficaram de fora da lista de taxação, incluindo carnes, frutas, café, aeronaves, terras raras, medicamentos e fertilizantes. O objetivo é evitar impactos em setores considerados estratégicos pelos EUA.

A investigação foi aberta em julho de 2025 e faz parte da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite a imposição de medidas contra países com práticas comerciais consideradas injustas. A decisão ainda depende de consultas públicas e audiências antes de entrar em vigor.

O governo brasileiro e o americano mantêm diálogo, mas as negociações não avançaram o suficiente para encerrar o caso. O prazo para a definição final das medidas é 15 de julho de 2026.

Essa ação acontece após a Suprema Corte dos EUA barrar tarifas anteriores impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que havia anunciado taxas maiores contra o Brasil. Agora, o governo americano busca usar outros mecanismos legais para pressionar o país.

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