Há exatamente um ano, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula anunciando uma tarifa de até 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. O anúncio marcou o início de uma escalada nas disputas comerciais entre os dois países.

Desde então, o Brasil tenta evitar que novas tarifas propostas pelo governo americano sejam aplicadas. Algumas taxas foram mantidas, outras revisadas, e novas sobretaxas surgiram durante o período.

O conflito começou com uma carta de Trump em julho de 2025, na qual ele alegou motivos políticos e comerciais para justificar a medida. Entre os argumentos, destacou críticas ao Supremo Tribunal Federal e à regulação brasileira de plataformas digitais, além de apontar um suposto desequilíbrio comercial.

Apesar das alegações americanas, dados oficiais mostram que o Brasil tem déficit comercial com os EUA há mais de uma década, importando mais do que exporta. Pouco depois da carta, os EUA abriram uma investigação por práticas comerciais que consideram injustas, o que levou à proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens estratégicos como carne, café e aeronaves.

Ao longo do ano, houve recuos parciais, como a retirada da tarifa de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros em novembro de 2025, após negociações diretas entre os governos. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou parte das tarifas, mas manteve as taxas sobre aço e alumínio. Trump então instituiu uma tarifa global temporária de 10%, válida até o fim de julho.

Em junho de 2026, os EUA concluíram outra investigação que acusa o Brasil de práticas comerciais prejudiciais, propondo novas tarifas de 25%, além de um adicional de 12,5% para países acusados de não combater o trabalho forçado, incluindo o Brasil. O governo brasileiro rejeita as acusações e segue negociando para evitar a aplicação das medidas.

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