A Anfavea voltou a criticar a prorrogação da isenção de imposto para carros elétricos semidesmontados até janeiro de 2027, afirmando que a medida cria uma competição injusta para as montadoras já estabelecidas no Brasil.
Segundo Igor Calvet, presidente da associação, as marcas chinesas que importam veículos desmontados com carga tributária reduzida têm vantagem indevida, pois conseguem operar com custos mais baixos, tornando difícil a disputa para as fabricantes brasileiras.
A entidade também reclamou que a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) foi tomada sem consulta prévia às montadoras, gerando insatisfação no setor.
Atualmente, cerca de 80% da cota de isenção de US$ 463 milhões para importação de veículos desmontados ficará concentrada na BYD. A Anfavea alerta que esse modelo reduz a geração de empregos em até 70%, já que a montagem local exige menos etapas e mão de obra.
Do lado das montadoras chinesas, a importação de veículos semimontados é vista como fundamental para iniciar a produção industrial no Brasil. Empresas como BYD, GWM, Geely e Chery estão investindo na instalação de fábricas próprias no país.
Enquanto isso, o mercado automotivo brasileiro deve superar 3 milhões de veículos vendidos em 2026, impulsionado principalmente por carros e comerciais leves, mas as exportações estão em queda, pressionadas pela concorrência internacional e pela baixa demanda na Argentina.
