O governo federal admite uma fase de transição para extinguir a escala de trabalho 6×1, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, mas descartou a concessão de benefícios fiscais para os empresários. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, em entrevista no Palácio do Planalto.

Segundo Guimarães, o presidente Lula deve anunciar a mudança ainda em maio, mês dedicado aos trabalhadores. Apesar de reconhecer a necessidade de diálogo entre os diferentes setores, o governo afirma que não há espaço para novas desonerações para compensar o impacto da redução da jornada.

O texto do projeto de lei com regime de urgência já foi enviado ao Congresso após acordo entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Enquanto a Câmara discute uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para o tema, o governo aposta na tramitação do projeto de lei, que é mais rápida.

Sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos de entrega e transporte, Guimarães informou que a votação deve ficar para depois das eleições, pois ainda não há consenso entre as partes envolvidas. Lula teria pedido a retirada da pauta, diante da falta de acordo entre plataformas, trabalhadores e oposição.

O ministro também comentou que o governo prepara medidas para combater o endividamento das famílias, incluindo ações relacionadas às apostas online, conhecidas como “bets”. Embora Lula tenha manifestado desejo de proibir novamente essas apostas, Guimarães destacou que o Congresso deve optar por uma regulamentação mais rigorosa, já que a proibição enfrenta resistência política.

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