Malévola Alves, influencer brasileira, foi presa no Egito junto com Bruna Mercatelli acusadas de gravar vídeos com ‘comportamento obsceno’ nas ruas de Alexandria. O Ministério do Interior do país anunciou a prisão na última terça-feira (20) e abriu investigação contra as duas.

Os vídeos que viralizaram mostram as brasileiras beijando e apalpando homens em público, dentro de um carro e nas ruas, o que gerou reação negativa da população local. A mídia egípcia destacou que Malévola é uma mulher trans, classificando os vídeos como ofensivos e provocativos.

Um dos jornais chegou a usar um tom transfóbico na manchete, referindo-se a Malévola como ‘ele era homem’, o que provocou críticas. O governo egípcio afirmou que as influenciadoras cometeram assédio e exibiram comportamento inadequado em espaços públicos.

Antes da prisão oficial, Malévola contou nas redes sociais que foi levada a uma delegacia em Alexandria, onde os policiais retiveram seus passaportes e questionaram sua identidade de gênero. A defesa das brasileiras informou que elas pagaram fiança e devem ser soltas ainda nesta quarta-feira (21).

Embora o Egito não criminalize explicitamente a homossexualidade ou a transexualidade, o país tem histórico de repressão à comunidade LGBTQIA+, usando leis de moralidade pública para punir comportamentos considerados contrários aos costumes locais.

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