Quando o Brasil levantou a última taça da Copa do Mundo, em 2002, a tecnologia era bem diferente do que temos hoje. A internet no país funcionava por conexão discada, com velocidade máxima de cerca de 56 kbps, muito abaixo dos 221 Mbps que a banda larga alcança atualmente.

Naquela época, navegar na internet era uma tarefa que exigia paciência e planejamento. O uso da linha telefônica e a cobrança por tempo de conexão faziam com que muitos preferissem acessar a rede à noite ou nos finais de semana, quando o preço era menor e o tráfego mais tranquilo.

Os computadores usavam monitores de tubo, com telas grossas e imagens de qualidade inferior. O sistema operacional dominante era o Windows XP, lançado em 2001, conhecido pelo famoso papel de parede de um campo verde sob céu azul. Naquele tempo, ter 512 MB de memória RAM e 30 GB de armazenamento já era considerado avançado.

As redes sociais ainda não existiam. Para conversar online, os brasileiros usavam programas como ICQ, que chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001, além de mIRC e chats por e-mail. Serviços que hoje são populares, como WhatsApp, Instagram e Facebook, ainda estavam longe de aparecer.

Nos celulares, o rei era o Nokia 3310, apelidado de “tijolão” por sua resistência. Com tela monocromática, teclas numéricas e jogos simples como a cobrinha, o aparelho vendia milhões de unidades. O armazenamento era de apenas 1 KB, um contraste enorme com os smartphones atuais, que chegam a ter centenas de gigabytes.

Enquanto o Brasil se preparava para buscar o hexa em 2026, a tecnologia já oferece transmissões em alta definição, alertas em tempo real e redes sociais para acompanhar cada lance. A evolução em 24 anos é gigantesca, mostrando como o mundo digital mudou a forma de viver o futebol.

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