Um grupo de jovens nos Estados Unidos passou um mês sem usar smartphones e relatou sentir mais atenção e menos ansiedade. Eles trocaram seus aparelhos modernos por celulares básicos, sem acesso a redes sociais e aplicativos comuns.

Durante o desafio, chamado “Um mês offline”, os participantes enfrentaram dificuldades como não ter o Google Maps para se orientar ou não poder ouvir música via Spotify. Alguns até precisaram pedir informações a desconhecidos e redescobriram hábitos simples, como ouvir CDs antigos ou o canto dos pássaros.

Apesar dos desafios, o balanço foi positivo. Eles afirmam ter experimentado momentos de tédio, mas que isso não foi ruim. A experiência ajudou a melhorar o foco e a reduzir a dependência das telas, problemas ligados a distúrbios do sono e ansiedade, segundo especialistas.

O programa, organizado por uma startup em Washington, inclui encontros semanais para troca de experiências, promovendo uma vida social mais ativa e comunitária como alternativa ao uso do celular. Participar custa cerca de US$ 100 e os inscritos recebem um celular simples para emergências.

Pesquisa recente mostra que mais da metade dos jovens quer diminuir o tempo em frente às telas. Para muitos, o desafio é uma forma de combater o vício em redes sociais e recuperar o controle sobre o próprio tempo. Alguns participantes já criaram grupos para manter a sobriedade digital no dia a dia.

Especialistas acreditam que esse movimento pode crescer e se tornar uma tendência importante, comparando-o ao surgimento de movimentos ambientais nas décadas passadas.

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