De janeiro a abril, a poupança registrou saída líquida de R$ 41,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (8). Os saques somaram R$ 1,43 trilhão, enquanto os depósitos ficaram em R$ 1,39 trilhão no período.
O volume total aplicado na poupança caiu de R$ 1,02 trilhão em dezembro de 2025 para R$ 1 trilhão no fim de abril de 2026. Essa fuga ocorre em meio ao aumento do endividamento dos brasileiros e à baixa rentabilidade da poupança diante de outras opções de investimento.
Levantamento da Serasa Experian aponta que 82,8 milhões de brasileiros estavam com dívidas em março, quase metade da população. Para tentar aliviar esse quadro, o governo lançou o programa Desenrola 2.0, que permite o uso de até 20% do FGTS para quitar débitos com o sistema bancário, beneficiando quem ganha até cinco salários mínimos.
Enquanto isso, a poupança mantém rendimento limitado, especialmente com a taxa Selic em 14,5% ao ano. Aplicações em renda fixa e renda variável têm atraído mais investidores, com a Bolsa de Valores acumulando alta de 13,7% em 2026 e o dólar caindo 10,3% no mesmo período.
Em abril, a retirada líquida da poupança foi de R$ 476 milhões, confirmando a tendência de fuga dos recursos da caderneta mais tradicional do país.
