Um novo livro revela os dilemas das mães que trabalham fora e tentam equilibrar a vida profissional com a criação dos filhos. A psicóloga Cecília Russo Troiano retomou uma pesquisa feita em 2007, desta vez ouvindo 1.300 mães e incluindo pais, para entender como essa rotina mudou.
Segundo Cecília, a pressão para ser mãe perfeita e profissional de sucesso é alta e muitas vezes impossível de sustentar. “Não dá para ser vice-presidente e mãe do ano ao mesmo tempo”, afirma. Ela destaca que a sobrecarga e a culpa continuam presentes, mesmo com maior participação dos pais nos cuidados domésticos.
As redes sociais também dificultam, criando um padrão inalcançável de maternidade ideal, o que aumenta a ansiedade e o sentimento de culpa entre as mulheres. Cecília explica que as mães vivem entre dois extremos: a “mãe maravilha” e a “mãe desesperada”, e que aceitar essa dualidade é fundamental.
Para a autora, cuidar de si mesma é essencial para conseguir cuidar bem da família. No Dia das Mães, ela recomenda que as mulheres se cobrem menos, planejem melhor o tempo, deleguem tarefas, reduzam o uso do celular, aproveitem mais os momentos ao ar livre e valorizem o contato direto com as pessoas.
O livro “Vida de equilibrista na contemporaneidade” traz essas reflexões e incentiva as mães a buscarem um equilíbrio realista, sem a pressão de serem perfeitas em tudo.
