Lucy Domaille, moradora da ilha britânica de Guernsey, foi filmada às escondidas enquanto tomava banho em sua casa por um homem que ela conhecia há 25 anos. O crime de voyeurismo, descoberto pela polícia, deixou a mulher com medo constante e sem sensação de segurança até mesmo em seu lar.
Desde que soube do ocorrido, Lucy conta que não consegue mais dormir e vive obcecada com a sensação de estar sendo observada. “Cada barulho, cada vez que a porta se abre, parece que alguém está me vigiando 24 horas por dia”, revelou.
O agressor, Kirk Bishop, de 40 anos, admitiu culpa por 20 acusações que envolvem invasão de domicílio, voyeurismo, agressão e posse de drogas. Ele filmava secretamente várias vítimas, inclusive em momentos íntimos dentro de suas casas, entre 2022 e 2025.
O impacto do crime afetou também a vida familiar de Lucy. Como mãe de duas crianças pequenas, ela mudou hábitos para proteger a inocência dos filhos, evitando que fiquem sem roupas pela casa. “Perdi a sensação de segurança no lugar que deveria ser meu refúgio”, afirmou.
Apesar da condenação, Lucy criticou a pena máxima de dois anos para voyeurismo em Guernsey e revelou frustração com o tratamento recebido pela polícia, que chegou a aconselhá-la a manter as cortinas fechadas. Ela também sofreu nova violação de privacidade quando imagens suas, usadas para investigação, foram expostas.
O caso provocou debate sobre a necessidade de endurecer as leis locais contra crimes sexuais. A sentença de Kirk Bishop está marcada para 15 de maio, enquanto autoridades discutem possíveis mudanças para aumentar a punição a crimes de voyeurismo na ilha.
