A psicopatia é um distúrbio geralmente associado a homens, especialmente criminosos, e pouco explorado nas mulheres. Victoria, uma mulher que conviveu com um homem manipulador e infiel, conta como usou estratégias para expor suas traições à esposa dele, mostrando uma frieza e indiferença características do transtorno.
Esse distúrbio neuropsiquiátrico envolve baixa empatia e remorso, levando a comportamentos antissociais. Apesar de não ser um diagnóstico oficial isolado, a psicopatia está ligada ao transtorno de personalidade antissocial e se manifesta em diferentes graus.
Estudos indicam que até 30% da população pode ter traços psicopatas em algum nível, mas a maioria das pesquisas foca em criminosos do sexo masculino. Entre os presos, a psicopatia é mais comum em homens (15 a 25%) do que em mulheres (10 a 12%). Porém, a psicopatia feminina tende a ser menos violenta e mais ligada à manipulação interpessoal.
Pesquisas recentes apontam que a psicopatia nas mulheres destaca-se pela frieza emocional e menor agressividade física, mas ainda faltam estudos para entender as diferenças e causas desse padrão. O ambiente familiar e a genética são fatores que influenciam o desenvolvimento do transtorno.
Victoria, que cresceu em um lar difícil e desenvolveu comportamentos manipuladores como forma de entretenimento, busca ajuda para controlar seus impulsos e encontra apoio em comunidades online. Ela destaca o preconceito e a falta de compreensão sobre o espectro da psicopatia, que vai além dos estereótipos de violência.
Especialistas defendem mais pesquisas e a desmistificação da psicopatia para oferecer suporte adequado às pessoas afetadas e suas famílias. A psicóloga Abigail Marsh ressalta que a psicopatia é um espectro, e muitas pessoas vivem com esses traços sem causar danos graves, mas precisam de ajuda para lidar com a condição.
