Na última vez que o Brasil levantou a taça da Copa do Mundo, em 2002, o Nokia 3310 era o celular mais usado por aqui. Lançado em 2000, ele conquistou o público com sua resistência e simplicidade, chegando a vender 126 milhões de unidades no mundo.
Conhecido como “Nokia tijolão”, o aparelho ficou famoso por aguentar quedas sem parar de funcionar. A tela era pequena e monocromática, com 1,5 polegada, e o destaque era o jogo da cobrinha, o Snake, que prendia a atenção de muita gente por horas.
Naquela época, o telefone custava cerca de R$ 429, mas era possível conseguir por R$ 189 com planos de operadoras. Ajustado pela inflação, o preço hoje seria de quase R$ 1.700. O armazenamento era de apenas 1 KB, uma fração mínima perto dos 256 GB dos smartphones atuais.
Em 2017, o Nokia 3310 ganhou uma versão repaginada, com design mais leve e fino, câmera de 2 megapixels, entrada para fone de ouvido e suporte para cartão de memória de até 32 GB. Porém, ele só conecta em redes 2G e tem funções básicas de internet.
O sucesso do modelo é lembrado até hoje, especialmente por quem acompanhou a campanha do Brasil na Copa usando o celular para ligações e mensagens, sem as facilidades dos aparelhos modernos.
