A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou suspensão de 32 a 47 dias a oito servidores federais que usaram certificados falsos de vacinação contra a Covid-19. A punição foi publicada no Diário Oficial da União.
Entre os casos estão um professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido que apresentou o documento falso à instituição, um estatístico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro que usou o certificado para viajar ao Canadá e uma analista tributária da Receita Federal que admitiu não ter se vacinado e usou o certificado falso para viajar à Itália.
Também foi punida uma auxiliar de enfermagem do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, que apresentou o comprovante falso ao hospital. A investigação apontou que alguns servidores pagaram entre R$ 400 e R$ 800 para obter os registros fraudulentos.
Os processos concluíram que os servidores violaram deveres legais, como o respeito às normas e a conduta compatível com a moralidade administrativa. O uso de certificados falsos foi uma forma de burlar as exigências de vacinação para acesso a locais e viagens durante a pandemia.
O caso ganhou destaque nacional com a investigação sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve doses registradas em seu nome mesmo afirmando não ter se vacinado. A investigação foi arquivada pelo STF em março de 2025 por falta de provas de envolvimento direto.
