A família Lee, que comanda a Samsung, finalizou o pagamento de um imposto sobre herança de 12 trilhões de wons, cerca de R$ 40 bilhões, o maior valor já pago na Coreia do Sul nesse tipo de tributo. O montante corresponde a quase uma vez e meia a receita anual do país com imposto sobre herança em 2024.

O valor está relacionado ao espólio do ex-presidente da Samsung, Lee Kun-hee, que morreu em 2020 deixando uma fortuna estimada em 26 trilhões de wons, incluindo ações, imóveis e obras de arte. O pagamento foi feito em seis parcelas ao longo dos últimos cinco anos por Lee Jae-yong, atual presidente e neto do fundador, junto com sua mãe e irmãs.

A cobrança do imposto foi acompanhada de perto pelo mercado, já que poderia afetar o controle da família sobre o conglomerado, que é o maior chaebol da Coreia do Sul e atua em eletrônicos, construção e serviços financeiros. Para evitar perder o controle, os Lee precisaram administrar com cuidado suas participações, mesmo diante de uma conta bilionária.

Lee Jae-yong, que assumiu a liderança após o pai sofrer um ataque cardíaco em 2014, enfrentou uma série de desafios para garantir a sucessão. Em 2017, ele chegou a ser preso por conta de um escândalo de corrupção ligado a uma fusão estratégica para fortalecer seu domínio no grupo. Apesar disso, ele foi absolvido em 2025 pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul.

A sucessão da Samsung sempre foi marcada por disputas internas e conflitos familiares, incluindo uma longa briga entre irmãos que ameaçou desmantelar o império. A complexa estrutura de empresas e as altas taxas de imposto criaram um cenário tenso para a continuidade do controle familiar.

Com um patrimônio estimado em mais de US$ 45 bilhões, a família Lee viu sua fortuna crescer nos últimos anos, impulsionada pela demanda global por chips de computador usados em inteligência artificial, um dos principais negócios da Samsung.

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