A SpaceX vai testar esta semana a versão mais avançada do foguete Starship, a V3, em uma missão não tripulada que pode definir o futuro da empresa antes de sua estreia na bolsa de valores.

O lançamento deve acontecer na base da empresa em Starbase, Texas, e será o primeiro na nova plataforma de lançamento, preparada para suportar o foguete mais potente. O teste é fundamental para os planos de Elon Musk de expandir a exploração espacial, reduzir custos e ampliar a rede de satélites Starlink.

O foguete é dividido em duas partes: a nave superior, que transporta cargas e astronautas, e o propulsor Super Heavy, responsável pela força inicial. Na nova versão, os 33 motores Raptor do Super Heavy foram redesenhados para oferecer mais potência e menor peso. A nave também recebeu melhorias para missões longas, incluindo sistemas para acoplamento e reabastecimento em órbita.

Durante o voo, a SpaceX não tentará recuperar as partes do foguete, mas fará manobras controladas antes da queda no mar. O propulsor deve cair no Golfo do México cerca de sete minutos após o lançamento, e a nave, aproximadamente uma hora depois, no Oceano Índico. Antes de reentrar na atmosfera, serão lançados 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais para monitorar o escudo térmico.

Investidores acompanham o teste de perto, já que o sucesso da missão pode fortalecer a confiança no valor da empresa, estimado em US$ 1,75 trilhão para o IPO. A Starship também está envolvida em contratos com a NASA para missões lunares do programa Artemis e é peça-chave nos planos de Musk para enviar uma missão a Marte até o fim de 2026.

Este teste marca um passo importante na nova corrida espacial, com a China também planejando pouso tripulado na Lua até 2030.

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