O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 6 milhões dos bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha, acusado de desviar recursos de emendas parlamentares. A decisão foi assinada pelo ministro Flávio Dino e divulgada no último domingo (12).
Cunha, que já presidiu a Câmara dos Deputados e teve o mandato cassado em 2016, pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. O político afirmou que escolheu o estado por sua diversidade e localização estratégica.
A investigação aponta que Cunha usou uma servidora da Câmara para direcionar recursos de emendas, que só podem ser indicadas por parlamentares em exercício. A Polícia Federal identificou pelo menos 21 emendas que somam mais de R$ 6 milhões, com documentação falsa para esconder os reais beneficiários.
O ministro Flávio Dino ressaltou que Cunha não tem ligação política com Minas Gerais e que, em algumas ocasiões, demonstrou desinteresse pelo estado e seus prefeitos. A apuração faz parte da Operação Transparência, que também levou ao bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Eduardo Cunha foi preso em 2016 e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso Lava Jato, mas teve suas condenações anuladas pelo STF em 2023. Em 2022, tentou voltar à Câmara pelo estado de São Paulo, mas não foi eleito. Sua filha, Dani Cunha, é deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Em junho de 2026, Cunha se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte, reforçando sua presença política em Minas Gerais.
