Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, defendeu a adoção de uma política de segurança pública no Brasil baseada no encarceramento em massa, similar ao modelo adotado em El Salvador.

Durante seminário da Câmara Americana de Comércio em São Paulo, Zema destacou que o país da América Central conseguiu reduzir a taxa de homicídios em 99% nos últimos quatro anos, adotando medidas duras contra facções criminosas, incluindo classificá-las como terroristas e aplicar penas mínimas de 25 anos.

O presidente salvadorenho Nayib Bukele, reeleito em 2024 com 80% dos votos, implementou um regime de exceção que permite detenções sem mandados judiciais e construiu uma megaprisão para até 40 mil detentos. Apesar da queda na criminalidade, grupos de direitos humanos apontam que cerca de 21 mil presos são inocentes.

Zema afirmou ter visitado El Salvador no ano passado e conversado com moradores que, segundo ele, apoiam as mudanças feitas pelo governo local. O presidenciável afirmou que o Brasil precisa de um choque de segurança pública e criticou políticos que mantêm relações com investigados e a prática de nepotismo.

“Se alguém era de alguma facção ou organização criminosa, era enquadrado como terrorista, com pena mínima de 25 anos sem benefícios. Encarceramento em massa, bandido atrás das grades”, disse Zema, sem citar nomes. Ele reforçou que prefere pessoas competentes no lugar de parentes ou aliados para resolver problemas.

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