A Europa tem combustível para aviões apenas para as próximas seis semanas, alerta a Agência Internacional de Energia (AIE). A situação pode piorar em junho se o continente não substituir metade das importações do Oriente Médio, que estão bloqueadas.

O estreito de Ormuz, passagem vital para o petróleo do Golfo Pérsico, está fechado pelo Irã há mais de seis semanas, consequência dos conflitos na região. Isso elevou o preço do querosene e gerou medo de falta de combustível.

Com o cenário tenso, a alemã Lufthansa anunciou a suspensão permanente das operações de 27 aeronaves da subsidiária Lufthansa CityLine a partir de sábado (18). A decisão visa cortar prejuízos causados pelo aumento dos custos do combustível e por greves recentes.

Na mesma linha, a holandesa KLM cancelou 160 voos em maio, mas afirma que os cortes representam menos de 1% da programação e que não há falta de combustível, apenas o impacto do preço alto. Passageiros afetados serão remanejados para outros voos.

Outras companhias também sentem o impacto. A Scandinavian Airlines cancelou mil voos em abril, e a EasyJet teve um gasto extra de cerca de R$ 168 milhões com combustível em março por causa do conflito no Oriente Médio.

A AIE destaca que, mesmo com esforços para aumentar importações dos EUA e Nigéria, a Europa só conseguiria substituir pouco mais da metade do combustível perdido. Se a situação não melhorar, aeroportos podem enfrentar falta física de combustível, levando a mais cancelamentos e queda na demanda.

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