Laura Mauldin, professora de sociologia da Universidade de Connecticut, estuda como a deficiência afeta a vida das pessoas e o trabalho dos cuidadores. Ela destaca que a falta de respeito e empatia para com os deficientes reflete diretamente na desvalorização de quem cuida deles.

Antes da pandemia, Mauldin planejava visitar casas para registrar adaptações feitas por pessoas com limitações físicas, mas teve que mudar a estratégia. Com vídeos e fotos enviados por moradores, ela criou o site Disability at Home, que mostra soluções simples e criativas para facilitar a rotina dentro de casa, como etiquetas em armários e carrinhos acoplados a cadeiras de rodas.

Nos Estados Unidos, cerca de 24% das pessoas entre 45 e 64 anos são cuidadores informais, muitos sem apoio ou recursos. Além disso, menos de 5% das residências são realmente acessíveis para quem tem dificuldades de locomoção.

Mauldin conhece bem essa realidade: aos 27 anos, cuidou da namorada, que enfrentava complicações graves após um transplante de medula óssea. Em 2025, ela lançará o livro “Care Nation”, que aborda a crise no cuidado a deficientes e a falta de suporte para seus cuidadores.

Em entrevista, a pesquisadora afirmou que a crise no cuidado reflete um sentimento maior de rejeição e preconceito contra pessoas com deficiência. Para ela, valorizar os cuidadores passa por reconhecer o valor e a dignidade dos que recebem o cuidado.

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