A Chevrolet confirmou que o Captiva EV será produzido em Horizonte, no Ceará, onde já sai o Spark elétrico da marca. O SUV, vendido hoje por cerca de R$ 220 mil, é baseado no Wuling Starlight S, modelo chinês com visual adaptado para a Chevrolet, sem ligação direta com o Captiva antigo.
O carro tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é modesto, acelerando de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos com velocidade máxima de 150 km/h. A bateria de 60 kWh oferece autonomia de 304 km segundo o Inmetro, um padrão básico diante dos concorrentes que entregam mais potência e alcance.
O pacote de segurança inclui controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência, mas o sistema de alerta de faixa precisa de ajustes, pois responde com atraso. O SUV conta ainda com faróis que regulam o brilho automaticamente e câmeras para visão ao redor, mas sensores de estacionamento só na traseira.
O interior do Captiva EV não segue a identidade tradicional da Chevrolet, que usa o sistema MyLink em outros modelos. O sistema multimídia atual é simples, com interface que lembra tablets genéricos, e falta carregador por indução, o que obriga o uso de cabos para conectar o celular. Além disso, não há Android Auto ou Apple CarPlay sem fio, reduzindo a praticidade.
Para a produção nacional, a Chevrolet deve melhorar o sistema multimídia, incluir carregador por indução, oferecer conexão sem fio para celulares, aumentar o tamanho do painel de instrumentos e adicionar ar-condicionado de duas zonas. Um ponto positivo que precisa ser mantido é a qualidade dos materiais internos, que supera até modelos mais caros da marca.
O ajuste da suspensão para o Brasil é outro destaque, garantindo conforto mesmo com rodas grandes. A calibração do motor elétrico também é elogiada pela transição suave entre aceleração e frenagem, aproximando a experiência da direção de carros a combustão. Essas qualidades devem ser preservadas na versão nacional.
