O Brasil vive um boom nos pedidos de autorização para pesquisa de terras raras, minerais essenciais para tecnologias modernas e estratégicas. Só em 2023 até junho, foram feitos cerca de 3 mil requerimentos, quatro vezes mais do que em quase 50 anos anteriores.

Esses minerais são fundamentais para a fabricação de baterias de carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, armas e eletrônicos avançados, colocando o país em destaque mundial, atrás só da China em reservas.

Mas o avanço pode ser freado. A Agência Nacional de Mineração (ANM) enfrenta um bloqueio de R$ 22,7 milhões no orçamento, o que pode atrasar pesquisas, vistorias e concessões. O diretor-presidente da ANM, Mauro Sousa, alerta que com poucos servidores e recursos limitados, nem todas as ações vão sair no prazo.

Além de prejudicar os estudos sobre terras raras, a falta de verba ameaça também a fiscalização de barragens e o andamento de processos para exploração, podendo atrasar investimentos e a entrada de novos projetos no mercado.

O Brasil tem firmado acordos internacionais para acelerar o setor de minerais estratégicos, mas a restrição financeira dificulta o cumprimento dessas parcerias. Segundo Sousa, isso cria uma contradição entre os objetivos do país e a capacidade real de execução.

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