O governo dos EUA devolveu US$ 81 bilhões em tarifas cobradas de empresas desde outubro de 2025, após a Suprema Corte considerar ilegais as sobretaxas impostas por Donald Trump.
As tarifas extras, aplicadas a importações desde abril de 2025, foram anuladas pela Justiça americana, que entendeu que Trump ultrapassou sua autoridade ao criar essas taxas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Em junho, o governo arrecadou US$ 23,6 bilhões com tarifas, mas devolveu US$ 49,2 bilhões, resultando em uma saída líquida de US$ 25,6 bilhões naquele mês. Economistas estimam que o total a ser reembolsado pode chegar a US$ 175 bilhões.
O impacto dessas devoluções ajudou a elevar o déficit dos EUA para US$ 120 bilhões em junho, contra um superávit de US$ 27 bilhões no ano anterior, acumulando um rombo de US$ 1,367 trilhão no ano fiscal iniciado em outubro de 2025.
Mesmo com aumento de 4% na arrecadação, para US$ 4,151 trilhões, as despesas cresceram mais rápido, chegando a US$ 5,518 trilhões, pressionadas também pelos juros da dívida pública, que ultrapassaram US$ 1 trilhão, alta de 14%.
Após a decisão da Suprema Corte, Trump anunciou o uso de outra base legal para impor novas tarifas temporárias de 10%, válidas por 150 dias, em tentativa de manter a política tarifária.
