O designer australiano Felix Toohey tem uma estratégia diferente para conseguir emprego: ele transforma seu currículo em objetos e experiências únicas para cada empresa. Em vez de enviar documentos comuns, ele entrega pessoalmente criações como copos de café personalizados com informações do seu histórico profissional.
Apesar da repercussão, a ideia ainda não garantiu uma vaga fixa para Toohey, mas abriu portas para parcerias, como um vídeo patrocinado pela Canva inspirado em seu projeto “Ghosting Busters”.
No Brasil, especialistas alertam que inovar no currículo pode ser positivo, mas não garante emprego. Maria Paula Oliveira, diretora de RH, destaca que a criatividade deve servir para destacar competências relevantes, sem prejudicar a clareza das informações. Formatos muito complexos podem dificultar a análise, especialmente para sistemas de inteligência artificial usados em triagens.
Áreas como marketing, design e comunicação aceitam melhor currículos visuais e criativos, enquanto setores jurídicos, financeiros e técnicos pedem documentos mais organizados e objetivos. Personalizar o conteúdo para a vaga é mais importante do que criar um layout diferente para cada empresa.
Patricia Suzuki, diretora de RH da Catho, reforça que entregar o currículo impresso perdeu espaço com a digitalização. A maioria das vagas exige candidatura online, e o documento deve ser claro para sistemas automatizados. Abordagens presenciais ainda funcionam em empresas pequenas, mas não substituem a inscrição digital.
Para se destacar sem errar, especialistas recomendam adaptar o currículo ao perfil da vaga, priorizar a clareza e usar a criatividade para provar habilidades específicas. Também é importante manter uma versão tradicional para plataformas digitais e evitar exageros que possam prejudicar a avaliação do recrutador.
