A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode decidir sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes foi marcada por fortes críticas do ministro Flávio Dino ao presidente da Corte, Edson Fachin. Dino reclamou da condução do julgamento e anunciou pedido de vista, alegando que o clima no tribunal está piorando.

O momento de maior tensão ocorreu após um bate-boca entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, que trocaram acusações durante a sessão. Logo depois, Dino cobrou Fachin para que tomasse providências para conter a confusão, afirmando que a postura do presidente do STF está degradando a imagem da Corte.

Dino ainda afirmou que, a apenas 15 dias da eleição, o tribunal está se expondo de forma negativa, com Fachin convocando várias sessões para tratar do tema. Segundo ele, o presidente da Corte está obrigado a marcar várias reuniões similares nas próximas semanas, o que pode prolongar a crise.

Durante a sessão, Dino também criticou a decisão de Fachin de transferir processos do gabinete de Mendonça para a presidência, classificando essa prática como autoritária e sem previsão legal. Fachin respondeu que não destituiu nenhum relator e pediu cuidado na forma como suas decisões são interpretadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou na quarta-feira que Fachin precisa agir para evitar que a crise no Supremo interfira nas eleições, cujo primeiro turno será em 4 de outubro. A sessão seguiu para decidir se as decisões de Fachin serão mantidas, incluindo a análise sobre a separação do julgamento de Moraes de Mendonça.

Por peb_hn

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