A candidatura da policial militar Edjane Lima ao governo de São Paulo foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta sexta-feira (18). A decisão ocorreu após a vice na chapa, Professora Nayr Duarte, renunciar para disputar uma vaga de deputada estadual, e pela ausência de documentos obrigatórios exigidos pela Justiça Eleitoral.

Sem possibilidade de substituir a vice por estar fora do prazo legal, o TRE confirmou o cancelamento da candidatura do Agir ao Executivo paulista. O partido informou que não vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Agir apontou a falta de recursos financeiros como principal motivo para a desistência da disputa. O partido não repassou verbas para a campanha de Edjane, direcionando fundos para candidaturas em Minas Gerais e Rio de Janeiro. A campanha da policial era mantida apenas com contribuições dos filiados.

Edjane Lima negou que tenha abandonado a disputa e afirmou que segue firme em sua candidatura, mesmo sem o apoio do partido. “Tenho princípios e valores e não renunciei”, disse. Nas últimas pesquisas, ela aparecia com até 3% das intenções de voto, mas a legenda considerava a vitória improvável.

Além da renúncia da vice, o Ministério Público Federal solicitou o indeferimento por falta de comprovação de desincompatibilização da Polícia Militar e ausência da certidão criminal eleitoral, documentos essenciais para a candidatura. O TRE considerou a documentação insuficiente e manteve a decisão.

Edjane Lima, cabo da Polícia Militar e próxima da aposentadoria, já tentou cargos eletivos anteriormente, incluindo deputada federal e vereadora. O Agir, partido pelo qual concorreu, tem histórico político desde 1985 e já elegeu um presidente da República, Fernando Collor, em 1989.

Por peb_hn

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