Em 2010, o DJ Alok chegou a Londres cheio de sonhos, mas sem oportunidades na música. Para se sustentar, ele limpava o chão de bares enquanto outros DJs tocavam, longe dos holofotes que hoje o acompanham.

Ele e o irmão Bhaskar tentaram a sorte na capital inglesa, atraídos pelo mercado mais aberto à música eletrônica. Mas a vida não foi fácil, e Alok acabou trabalhando como barback, um assistente de barman, enquanto tentava emplacar sua carreira.

O DJ contou que essa fase foi dura e até o fez voltar ao Brasil, pensando em desistir da música. Foi o apoio dos pais, ambos pioneiros do psytrance no país, que o motivou a continuar. Ele abandonou o estilo pesado dos pais e investiu na house music, mais melódica e dançante.

O sucesso veio com a faixa “Hear Me Now”, em 2016, que ultrapassou quase 1 bilhão de plays no Spotify e é até hoje a música brasileira mais ouvida na plataforma. Apesar disso, Alok enfrentou momentos difíceis, como a depressão, que o levou a buscar cura em uma aldeia indígena no Acre.

Essa experiência resultou no projeto “O Futuro É Ancestral”, com músicas indígenas e uma turnê que valoriza essas culturas. Alok também se engajou em causas ambientais e indígenas, usando sua voz para discutir demarcação de terras e sustentabilidade.

Atualmente, o DJ prepara a turnê “Rave the World”, que mistura tecnologia e música para discutir o futuro da arte e da sociedade, além de usar inteligência artificial para criar sons, sem deixar o lado humano de lado.

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