A Argentina vai zerar o imposto de exportação de veículos a partir de julho de 2026, medida que valerá até julho de 2027. Atualmente, a taxa é de 4,5% sobre carros exportados para países como o Brasil.
Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis fabricam carros no país vizinho e enviam para o mercado brasileiro. A redução será gradual, diminuindo 0,375% ao mês até chegar a zero, segundo especialistas.
O impacto direto nos preços no Brasil ainda é incerto. Especialistas apontam que a diminuição do imposto pode tornar picapes como Ranger, Amarok, Hilux e outras mais competitivas, mas não garantem que o desconto será repassado ao consumidor final.
Algumas montadoras podem optar por oferecer bônus ou descontos pontuais, enquanto outras podem manter os preços e ampliar suas margens de lucro. Até o momento, as fabricantes não confirmaram mudanças nos valores para o público brasileiro.
A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) comemorou a decisão, destacando que a redução tributária vai ajudar a indústria a ser mais competitiva globalmente e a aumentar investimentos e exportações.
Além disso, a ADEFA sugeriu que estados e municípios argentinos também eliminem impostos locais que elevam o custo das exportações em até 10%.
