A solidão nas cidades ganhou uma resposta criativa: bancos públicos pintados com cores vibrantes e mensagens convidando as pessoas a conversar. A ideia nasceu no País de Gales, quando Allison Owen-Jones percebeu um idoso sentado sozinho por 40 minutos em um parque, sem que ninguém se aproximasse.

Ela criou o “banco feliz por conversar”, com um aviso que diz: “Sente-se aqui se não se importa de alguém parar para dizer olá”. Desde 2019, o projeto ganhou apoio de ONGs e se espalhou pelo Canadá, Estados Unidos, Austrália, Suíça e outros países.

No Zimbabwe, esses bancos são usados até para sessões de apoio psicológico, onde agentes treinados ajudam pessoas a lidar com ansiedade e depressão, reduzindo o isolamento social. Modelos semelhantes também surgiram em Malawi, Quênia e Zanzibar.

Com cores fortes e um design pensado para estimular o contato, esses bancos quebram a rotina de ignorar quem está ao redor, especialmente em locais públicos como praças, pontos de ônibus e estações de metrô.

Mesmo que as conversas não criem laços profundos, a simples troca de palavras já ajuda a diminuir a sensação de invisibilidade e a crise de solidão que atinge milhões.

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