Uma pesquisa nos EUA mostra que 59% das empresas usam a inteligência artificial como justificativa para demissões e congelamento de vagas, porque essa explicação é melhor aceita do que problemas financeiros.

Apesar da IA ser o motivo mais citado para cortes, apenas 9% dos gestores dizem que a tecnologia substituiu completamente funções. Para 45%, a IA apenas diminuiu a necessidade de contratar, enquanto outros 45% afirmam que ela quase não afetou o tamanho das equipes.

Ou seja, a IA tem ajudado mais a aumentar a produtividade e frear novas contratações do que a eliminar postos de trabalho em massa. Mesmo assim, quase 60% das empresas reconhecem que usam a narrativa da IA para justificar decisões difíceis.

Segundo a consultora Kara Dennison, mencionar a inteligência artificial passa ideia de inovação e estratégia, enquanto falar em problemas financeiros gera insegurança. Porém, se os funcionários não virem mudanças reais, essa justificativa pode minar a confiança na liderança.

Apesar das demissões previstas para 2026, com 55% das empresas planejando cortes, 92% querem contratar novos funcionários. Isso indica uma reorganização, com eliminação de cargos menos estratégicos e reforço em áreas ligadas à tecnologia e eficiência.

O levantamento também mostra que as habilidades mais valorizadas continuam sendo a capacidade de resolver problemas, aprender rápido, comunicar-se bem e se adaptar, mais do que o conhecimento direto em ferramentas de IA.

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