Uma brasileira está processando as empresas do youtuber MrBeast por assédio e retaliação após o nascimento de seu filho. Segundo a denúncia, a empresa não teria respeitado a licença-maternidade prevista na lei dos Estados Unidos, exigindo que a funcionária continuasse trabalhando mesmo durante o parto e o período de afastamento.
De acordo com o processo, a funcionária foi cobrada para participar de reuniões enquanto estava na sala de parto, gerenciar lançamentos de produtos e até viajar para o Brasil semanas depois do nascimento do bebê. Menos de três semanas após seu retorno ao trabalho, ela foi demitida e substituída por um homem, o que alega ser retaliação.
Nos Estados Unidos, a licença-maternidade não é remunerada por lei federal e só garante até 12 semanas de afastamento sem pagamento, desde que a funcionária cumpra certos critérios, como tempo mínimo de trabalho e tamanho da empresa. Além disso, a lei permite demissões durante o afastamento em casos de reestruturação, desde que não sejam discriminatórias.
Já no Brasil, a legislação é mais rigorosa com a gestante. A mulher tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, além de direito a 120 dias de licença-maternidade remunerada, prorrogáveis em alguns casos. Demissões nesse período podem ser consideradas discriminatórias e resultar em reintegração ou indenização.
Especialistas destacam que a proteção nos EUA é limitada e depende de leis estaduais e políticas internas das empresas, enquanto no Brasil há uma garantia legal mais ampla para proteger a maternidade no ambiente de trabalho.
A reportagem tentou contato com as empresas envolvidas no processo, mas não obteve resposta até o momento.
