O CNPEM, em Campinas, abriu suas instalações neste sábado para mostrar ao público o Sirius, um dos aceleradores de partículas mais modernos do mundo, e outros laboratórios de alta tecnologia nas áreas de biociências, nanotecnologia e energia renovável.

O evento “Ciência Aberta” ofereceu 85 atividades para todas as idades, incluindo oficinas, palestras, demonstrações e experiências práticas nos laboratórios. A programação começou às 8h e seguiu até as 17h, aproximando a população da pesquisa científica.

Apesar da festa da ciência, o dia foi marcado pela tristeza com a morte do pesquisador João Leandro Brito Neto, de 39 anos, que foi baleado na noite de sexta-feira enquanto pilotava sua motocicleta. O CNPEM lamentou profundamente a perda e destacou o papel fundamental de João no grupo de Engenharia de Linhas de Luz e sua dedicação como voluntário do evento.

O Sirius é o principal projeto científico brasileiro, funcionando como um laboratório de luz síncrotron de quarta geração. Ele acelera elétrons quase na velocidade da luz por um túnel de 500 metros, gerando um feixe de luz extremamente fino e potente, usado para analisar materiais em escala atômica e molecular.

Com ímãs superpotentes, o Sirius desvia os elétrons para diferentes estações de pesquisa, onde cientistas realizam experimentos que ajudam a avançar em diversas áreas do conhecimento. A luz produzida é invisível a olho nu, mas seu impacto na ciência é enorme.

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