O livro “Elza Soares – Insurreição na garganta”, da jornalista Lígia Morelli, revela como a voz da cantora carioca se tornou um instrumento poderoso contra o racismo e a violência contra a mulher, especialmente a partir de 2015. Nesse ano, Elza lançou o álbum “A mulher do fim do mundo”, que a colocou novamente no centro da música brasileira com um discurso mais forte e político.

Antes vista pela mídia como a mulata dos sambas dos anos 1960, Elza se reinventou e assumiu o controle da própria narrativa, usando as redes sociais e a era digital para se expressar livremente. O livro destaca essa transformação e o impacto das letras e sonoridade desse disco, produzido por Guilherme Kastrup com direção artística de Celso Sim e Romulo Fróes.

Lígia Morelli também analisa o show “Planeta Fome”, baseado no álbum homônimo de 2019, apresentado por Elza no Rock in Rio daquele ano. A obra está dividida em três capítulos que exploram a presença política da cantora no século 21 e sua luta por causas como o feminismo negro.

Além de focar no período mais recente da carreira, o livro resgata momentos antigos em que Elza desafiou padrões e superou dificuldades, cantando para resistir e se reinventar. Ela saiu de cena em 2022, deixando um legado de força, resistência e voz ativa para futuras gerações.

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