Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o consumo diário e prolongado de óleo de coco como suplemento alimentar pode levar a ganho de peso, aumento da ansiedade e inflamação no corpo. A pesquisa foi feita com camundongos que receberam uma dose diária do óleo equivalente a uma colher de sopa durante oito semanas.
Os animais apresentaram aumento no tecido adiposo e ativação de processos inflamatórios, que interferiram na ação de hormônios importantes para o controle do apetite e do metabolismo, como a leptina e a insulina. Isso faz com que a sensação de saciedade diminua, aumentando a fome e o acúmulo de gordura.
Além das alterações metabólicas, os pesquisadores observaram mudanças no comportamento dos camundongos, com sinais de maior ansiedade e dificuldades de aprendizado. Essas mudanças ocorreram por causa da inflamação no hipocampo, área do cérebro ligada ao controle das emoções e da memória.
O estudo destaca que o óleo de coco é rico em gordura saturada, que em excesso pode causar inflamação crônica. Esse efeito é diferente de outros óleos mais usados na alimentação diária, por isso o consumo exagerado pode ser prejudicial à saúde.
O professor Márcio Alberto Torsoni, responsável pela pesquisa, alerta que o uso do óleo de coco deve ser moderado e dentro das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira. Ele também ressalta que o aumento no consumo do produto, impulsionado por modismos na internet, não tem base científica.
Manter uma dieta equilibrada e evitar excessos é fundamental para evitar os efeitos negativos apontados pela pesquisa.
