O mercado superestima o poder de consumo dos jovens e deixa de lado um público com enorme potencial: os consumidores maduros, com mais de 50 anos. Segundo Jeff Weiss, especialista em comportamento sênior, 26% do varejo sequer considera quem tem mais de 35 anos, ignorando uma fatia que movimenta trilhões de reais.
Levantamento da Nielsen revela que apenas 10% dos investimentos em marketing são direcionados para o público acima dos 55 anos, mesmo que eles respondam por 40% do consumo total. Já os jovens menores de 35 anos representam só 18% do mercado, mas recebem quase 40% das campanhas publicitárias.
Weiss aponta ainda que a geração Z está sendo supervalorizada, e isso se deve em parte a equipes de marketing muito jovens e com pouca experiência, que não conseguem enxergar o potencial dos consumidores mais velhos. Ele critica o etarismo presente nas empresas, que falam em inclusão, mas esquecem dos idosos.
Para ajudar as marcas a entenderem melhor esse público, Weiss criou 11 perfis de consumidores maduros, baseados em estilo de vida, saúde e atitudes diante da idade. Entre eles estão os focados em fitness, que rejeitam limites da idade; os que estão se adaptando a mudanças para envelhecer bem; os exploradores, que buscam novas experiências; e os batalhadores da saúde, que convivem com doenças crônicas e buscam apoio das marcas.
Também fazem parte da lista os perfeccionistas, que buscam excelência em tudo; os pouco ambiciosos, que vivem o presente sem pressão; os aprendizes, que valorizam conhecimento; os fazedores, sempre ativos e envolvidos; os apreciadores da vida, que valorizam momentos simples; e os guardiões de relacionamentos, que priorizam família e amigos.
Esses perfis revelam um universo diverso e cheio de oportunidades para o varejo, que precisa sair do achismo e olhar para onde o dinheiro realmente está.
