Um novo El Niño está se formando no Pacífico e deve afetar o clima do Brasil ainda este ano. Satélites, radares e boias monitoram o aquecimento das águas, que já ultrapassa 0,5 °C acima da média, indicando o início do fenômeno.

Especialistas esperam que o Sul do país enfrente chuvas intensas a partir da primavera, enquanto o Norte e o Nordeste podem sofrer com secas prolongadas, aumentando o risco de queimadas e prejudicando a agricultura. A Organização Meteorológica Mundial prevê 90% de chance de El Niño em 2026, com potencial para agravar os extremos climáticos.

O histórico recente ainda pesa: em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a pior enchente de sua história, causada por um El Niño forte combinado com outros fatores climáticos. A tragédia expôs a falta de preparo e infraestrutura adequada para lidar com eventos extremos.

Apesar dos alertas, a Defesa Civil acompanha o fenômeno com foco no monitoramento e preparação, mas ainda não há prognóstico claro sobre os impactos específicos. Especialistas defendem que a adaptação aos desastres deve ser contínua e não depender da confirmação do El Niño.

Nas periferias das cidades mais vulneráveis, a sensação é de descaso e falta de investimentos para proteger as populações diante dos riscos. Em Santa Catarina, estado de alerta climático até novembro, os recursos para prevenção de desastres estão parados, o que preocupa diante das previsões.

O desafio também está na comunicação: informações desencontradas nas redes sociais geram confusão, dificultando a adoção de medidas eficazes pela população. Para especialistas, é urgente que governos priorizem a resiliência das cidades e sistemas produtivos para reduzir os danos causados por eventos climáticos extremos.

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