Um estudo da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, revelou que padrões de sono irregulares aumentam o risco de aterosclerose, doença que entope as artérias e eleva as chances de infarto e AVC.

A pesquisa acompanhou 2.032 pessoas com idade média de 69 anos, monitorando seus hábitos de sono por meio de dispositivos de pulso e exames específicos. Quem apresentava horários irregulares para dormir tinha mais depósitos de cálcio nas artérias coronárias e placas nas carótidas, indicando aterosclerose sistêmica.

Os cientistas explicam que o sono precisa ser regular, com horários constantes para dormir e acordar, preferencialmente entre sete e nove horas por noite. A falta de rotina no descanso prejudica o funcionamento do relógio biológico, que controla o batimento cardíaco, pressão arterial e o tônus dos vasos sanguíneos.

Segundo a epidemiologista Kelsie Full, responsável pelo estudo, desregular o ritmo circadiano pode causar inflamação crônica, fator que contribui para doenças cardiovasculares. A American Heart Association já considera o sono um dos oito pilares para manter o coração saudável, junto com alimentação, atividade física, controle do peso e outros cuidados.

Além de aumentar o risco de aterosclerose, o sono ruim está ligado ao surgimento de hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2, agravando ainda mais a saúde do coração.

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