Os pastores Wenderson Lima de Souza, 32, e Arielly Kamila Moraes de Souza, 24, são investigados por abusar de seis adolescentes em Boa Vista, Roraima. Segundo a Polícia Civil, o casal usava uma regra interna da igreja que lideravam para expulsar membros considerados ‘rebeldes’ e assim impedir que as vítimas denunciassem os crimes.
O estatuto da igreja, criado em 2021, previa a exclusão de fiéis que desobedecessem a liderança, que era exercida principalmente por Wenderson, que se apresentava como ‘ungido de Deus’ e autoridade máxima. Essa estrutura intimidava as vítimas, que tinham entre 12 e 17 anos, e as fazia acreditar que os abusos tinham finalidade espiritual.
Arielly ocupava o cargo de vice-presidente e ajudava a manter o controle sobre a comunidade religiosa. O casal, que está foragido, manipulava a fé das meninas para cometer os crimes e evitar questionamentos, enquanto membros da igreja, mesmo sabendo dos fatos, não denunciavam os abusos.
Wenderson responde por estupro de vulnerável, importunação sexual, exploração sexual, gravação não autorizada, fraude processual e falsidade ideológica. Arielly é investigada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. A denúncia inicial partiu de uma adolescente de 14 anos, seguida por outras cinco vítimas que relataram os abusos.
A delegada responsável reforçou que nenhuma autoridade está acima da lei e que a investigação continua para localizar o casal e garantir justiça às vítimas.
