Nas últimas semanas, grandes empresas de tecnologia como Google, Amazon e Meta anunciaram cortes significativos em suas equipes, atribuindo as demissões ao avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA). Segundo os executivos, a IA permite aumentar a produtividade e reduzir o número de funcionários necessários.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que 2026 será o ano em que a IA mudará radicalmente o modo de trabalhar. A empresa já demitiu centenas de pessoas e planeja ampliar os investimentos em IA, mesmo com um congelamento de contratações em várias áreas.
Jack Dorsey, líder da empresa financeira Block, foi ainda mais direto ao dizer que as novas tecnologias de IA transformaram a forma de gerir negócios, justificando a redução de quase metade da força de trabalho da sua companhia. Ele acredita que outras empresas seguirão o mesmo caminho.
Especialistas apontam que usar a IA como motivo para demissões soa melhor para o público e investidores do que falar apenas em cortes para reduzir custos ou agradar acionistas. No entanto, o impacto real da IA já é sentido, especialmente em áreas como desenvolvimento de software, onde o uso de código gerado por IA cresce bastante.
Além da substituição direta de profissionais, as gigantes da tecnologia planejam investir cerca de US$ 650 bilhões em IA no próximo ano. Para equilibrar esses gastos bilionários, as empresas buscam reduzir despesas com pessoal, que é o maior custo na área.
Amazon, por exemplo, anunciou que vai gastar US$ 200 bilhões em IA e já cortou 30 mil funcionários desde outubro. O Google também segue esse caminho, com demissões e promessas de liberar capital para investimentos em inteligência artificial. Esses movimentos mostram uma estratégia para manter a competitividade e sinalizar disciplina financeira aos investidores.
