O governo brasileiro já se prepara para enfrentar um novo impacto político com a possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre exportações do Brasil pelos Estados Unidos. A medida está sendo avaliada pelo Escritório do Representante de Comércio americano e, caso confirmada, pode repetir o cenário tenso vivido em 2025.
O Palácio do Planalto reconhece que a situação é delicada e mantém negociações para tentar evitar a taxa. A expectativa é de que o ambiente interno volte a ficar semelhante ao do tarifaço de julho de 2025, quando o governo americano impôs tarifas de até 50% em meio a acusações de práticas comerciais desleais, em um contexto político complicado para o Brasil.
Na esfera política, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, declarou ter pedido diretamente ao presidente Donald Trump que as empresas brasileiras não fossem taxadas. Flávio destacou que fez esse apelo em reuniões com líderes americanos para evitar prejuízos econômicos e eleitorais.
O Planalto aposta em uma resposta técnica e diplomática para rebater as acusações dos EUA, que envolvem temas como a política do PIX, proteção ambiental e multas a grandes plataformas digitais. O governo pretende repetir a estratégia adotada no ano passado, evitando discursos agressivos para não prejudicar as negociações.
Um auxiliar próximo ao presidente Lula ressaltou que as novas tarifas ameaçam empregos e empresas brasileiras, por isso a reação precisa focar na injustiça da possível decisão americana. O prazo para negociação vai até julho, quando o governo brasileiro espera evitar a adoção da tarifa.
