Autoridades do Irã organizaram casamentos coletivos em Teerã para casais inscritos em um programa que incentiva o sacrifício na guerra contra os Estados Unidos e Israel. Na noite de segunda-feira (18), centenas de casais participaram das cerimônias em várias praças da capital, sendo mais de 100 na praça Imam Hossein.

Os eventos foram transmitidos pela TV estatal para fortalecer o moral do país diante das ameaças militares dos EUA, que mantém um cessar-fogo frágil após combates iniciados em fevereiro. Os casais chegaram em veículos militares armados e se reuniram sob um altar conduzido por um clérigo xiita.

O programa, chamado de “autossacrifício”, reúne pessoas que se comprometem a arriscar a vida em ações como proteger usinas elétricas. Segundo o governo, milhões já aderiram, incluindo figuras importantes como o presidente do Parlamento e o presidente Masoud Pezeshkian.

O local da cerimônia estava decorado com balões e uma grande imagem do líder supremo Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde sua ascensão ao cargo após a morte do pai no início do conflito.

Uma noiva, vestida de branco, afirmou que mesmo em guerra, os jovens têm o direito de se casar. Desde o começo do conflito, o governo iraniano tem promovido grandes reuniões pró-regime para mostrar apoio popular em meio à crise.

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